IMRG fecha o ano de 2017 com passeio em Santa Catarina

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O encontro do IMRG (Indian Motorcycle Riders Group) reuniu clientes e amigos para um dia inesquecível pelas estradas de Santa Catarina. Com um percurso total de aproximadamente 400 km entre ida e volta, foi um dos mais longos e bonitos do ano, excelente oportunidade para contemplar a natureza e viver um dia alegre e divertido.

A saída foi da concessionária Indian em Florianópolis. No meio do caminho, o grupo se uniu a outros participantes de Balneário Camboriú e seguiram em comboio em direção ao Parque Malwee, em Jaraguá do Sul. “Um visual incrível, tempo bom e agradável na ida. E na volta, um chuvisco fino veio só para coroar o dia com um belo arco-íris”, conta Katilene Nunes, proprietária de uma Indian Scout.

“Nosso público tem um perfil muito diferenciado. São amantes do motociclismo que buscam nela um modo de vida. O IMRG é uma maneira de oferecer essa experiência, fazer amigos, conhecer lugares e restaurantes diferentes”, conta Ronaldo Weber, proprietário da concessionária.

O empresário vê o IMRG como um diferencial da marca e diz que é a grande aposta para o futuro: “Queremos proporcionar experiências incríveis aos nossos clientes e aumentar, cada vez mais, a família Indian. Uma experiência boa gera comprometimento, fortalece relacionamentos e a turma aumenta a cada passeio. Se pensarmos que a Indian está no Brasil há apenas 2 anos, estamos fazendo história e construindo o futuro da marca”, finaliza Ronaldo.

Bicuda aventureira!

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O aventureiro Heslan Campos da Silva, de 26 anos, eletricista, preparou sua Honda XRE 300 2017, a qual apelidou de “Bicuda”, e fez planos para viajar com a motocicleta. Acompanhe, nas palavras do próprio viajante, como foi a saga.

No começo do ano fui me programando para viajar nas férias mês de novembro/dezembro. A rota, saindo de São José do Rio Pardo (SP) iria para região sul do país, serra catarinense e algumas cidades no Rio Grande do Sul, como Canela, Gramado, entre outras, e depois uma passada rápida em Paraty (RJ). Na véspera da viagem, a moto já estava preparada e ansiedade tomava conta do meu corpo e meus atos.

Acordei de madrugada, me arrumei, e parti para a missão de rodar mais de 900 quilômetros até Palhoça (SC). Peguei uma chuva forte logo de cara na rodovia Mogi Mirim/Campinas. Porém, senti que a viagem começou de fato quando entrei no Rastro da Serpente SP250, de Capão Bonito (SP) a Curitiba (PR). Curvas que não acabavam mais e estrada ainda em reforma. Parei para almoçar em Curitiba e segui viagem.

Dormindo com a moto

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Cheguei a Palhoça (SC) já escurecendo, e resolvi dormir por lá. Foi um dos piores dias da viajem, pois passei muito mal à noite. No dia seguinte, fui para Urubici (SC), uma cidade maravilhosa. Lá, conheci muitos pontos turísticos, e a Serra do Rio do Rastro e a Serra do Corvo Branco não poderiam faltar no tour. Fiquei 2 dias na cidade e me acomodei numa pensão bem legal, onde a moto pode dormir com você dentro do quarto (local conhecido como moto garagem). Após conhecer as belezas de Urubici (SC), parti para o Rio Grande do Sul.

O destino era Canela (RS), mas desviei o foco e fui até Cambará do Sul conferir os famosos cânions. Peguei uma estrada que liga São José dos Ausentes a Cambará. O GPS marcava 50 quilômetros de estrada de terra. O nevoeiro e o frio tomavam conta da situação, foi quando levei minha primeira queda. Meu pé ficou enroscado debaixo da moto e, naquela hora, me vi sozinho no meio do nada. A solidão me trouxe uma sensação de liberdade tremenda, foi legal saber que ali é só você, Deus e sua motocicleta. Consegui levantar a bicuda (apelido dado à máquina) e segui para Cambará.

Casos do acaso

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Ao chegar nesse destino, considero uma viagem perdida, pois chovia muito e o nevoeiro prejudicava muito a visão, quase não dava para enxergar (inclusive uma grande cratera aberta no chão ficou difícil de notar). No mesmo dia, cheguei à Canela (RS) e fiquei durante 2 dias andando entre as cidades de Canela e Gramado, que são lindas e apaixonantes. Após essa saga, continuei a viagem. Teimoso, queria ver o Cânion Fortaleza de qualquer jeito, porém, novamente a chuva em Cambará do Sul e em Praia Grande (SC) atrapalhou a missão.

Decidi, então, ir para Morretes (PR). No dia seguinte, parti para a tão falada Estrada da Graciosa, a PR410. Ela é linda mesmo! A passagem foi incrível, valeu à pena!                 Depois de passar pela Graciosa, minha meta era chegar a Paraty (RJ). Nesse mesmo dia, tinha quase 700 quilômetros programados para rodar. Parei em São Paulo para trocar óleo e segui. Faltando pouco mais de 100 quilômetros para chegar, peguei uma chuva forte, muito pesada. Devido a isso, a viagem não rendia, havia muitos radares na estrada Rio/Santos o farol da motocicleta apagou do nada. Não queria ligar de jeito nenhum, parei no acostamento e pensei: “Meu Deus, como vou chegar lá?”.

A chuva não dava trégua. Depois de várias tentativas, a luz da bicuda voltou, e consegui chegar a Paraty. Lá, conheci o centro histórico e a Praia de Trindade, muito linda por sinal! Encontramos um rapaz em um Fusca muito legal, diferente, o qual está rodando o Brasil com seu carro. Depois de ficar 2 dias na cidade carioca, preparei a volta para casa. Não podia deixar de fazer a Estrada Real, rodovia que liga Paraty (RJ) a Cunha (SP). Uma passagem encantadora, que também valeu muito à pena. Decidi entrar em São Paulo pelo Sul de Minas, passando por Poços de Caldas (MG) e, enfim, a viagem chegou ao fim, computando 3.850 quilômetros rodados, com um gasto de R$ 680 de combustível.

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Maravilha é poder começar o ano em Foz do Iguaçu (PR)

The fine mist over the water

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Uma das tradições do réveillon diz que, para ter sorte no ano vindouro, é preciso pular sete ondas. Em Foz do Iguaçu (PR), destino de um dos pacotes de Ano Novo da Visual Turismo, não dá para fazer isso porque não há mar. Mas, a depender do turbilhão de água que despenca das Cataratas do Iguaçu – formadas por cerca de 270 quedas oriundas do Rio Iguaçu, na fronteira entre o Brasil e a Argentina – a sorte e as boas energias estarão garantidas para quem visitar o parque nacional homônimo na virada do ano.

Do lado brasileiro, a reserva se transformou num excelente polo de ecoturismo e aventura. Assim, à parte os diversos mirantes que propiciam vistas espetaculares das cataratas – que desde 2012 ostentam o título de uma das sete maravilhas naturais do mundo – são oferecidas atividades com trilhas, além do famoso Macuco Safári. Trata-se de um passeio em barco inflável motorizado, disponível nas versões com e sem emoção: do jeito mais radical, a embarcação chega bem, bem perto dos saltos Três Mosqueteiros, encharcando os participantes. Já do lado argentino, o complexo é um pouco menos estruturado e requer mais esforço físico durante a visitação, mas, como recompensa, exibe ainda mais saltos caudalosos e áreas verdes preservadas.

Como a proposta de Foz tem tudo a ver com natureza, também não dá para deixar de ir ao Parque das Aves. Nesse centro de recuperação e conservação, vizinho às cataratas e imerso na mata atlântica, os animais (1.320 aves de cerca de 140 espécies) ficam em enormes viveiros, nos quais os visitantes entram e até podem interagir com araras e borboletas.

Tanto o Parque Nacional do Iguaçu como o Parque das Aves estão na programação do roteiro de réveillon da Visual, assim como o Marco das Três Fronteiras, que delimita a divisa entre Brasil, Argentina e Paraguai. Completam o pacote passagem aérea, traslados de ida e volta entre o aeroporto da cidade e o hotel e quatro noites de hospedagem, com café da manhã. O preço é a partir de R$ 1.626 por pessoa em apartamento duplo, valor que pode ser parcelado no cartão de crédito em até 10 pagamentos.

Mais informações podem ser obtidas em: www.visualturismo.com.br.

 

Hotel Vila Inglesa oferece programação completa para os dias que cercam o Natal e o Ano Novo

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A comemoração do Natal e do Ano Novo ganham um novo significado quando se viaja em família. Por isso, o Hotel Vila Inglesa, em Campos do Jordão (SP), oferece uma programação completa para deixar esses dias festivos ainda mais singulares, incluindo jantares temáticos para as crianças, oficinas de artes, passeios, brincadeiras, interação com animais, visita à horta e outras atividades que podem ser partilhadas pelos pequenos e os adultos.

O clima ameno da Serra da Mantiqueira nessa época do ano combina bem com a linda decoração preparada pelo hotel, que fica ainda mais encantador e aconchegante para receber os hóspedes para o Natal. A programação especial rola entre 21 a 26 de dezembro e, além das atividades preparadas para preencher o dia e a tarde dos visitantes, inclui coral e teatro apresentados com a participação das crianças e uma ceia bem gostosa na noite do dia 24, que culmina na distribuição de presentes.

Para a virada do ano, a programação também é intensa e começa no dia 25, seguindo até o primeiro dia de 2018. À parte, os almoços e jantares temáticos para que toda a família se junte e passe agradáveis momentos à mesa. Também estão previstos piqueniques na montanha, cavalgada e ski-grama. A chegada de 2018 será celebrada durante o coquetel e a ceia.

O Vila Inglesa conta com estrutura completa para atender hóspedes de todas as idades. Há playground, brinquedoteca, piscina aquecida, circuito de arvorismo, sala de massagem, salas de estar, leitura e jogos, academia, quadras de tênis e vôlei, restaurante e o elegante Bar da Torre.

As diárias incluem hospedagem em acomodação dupla, com pensão completa e todas as atividades. No Natal, o preço é a partir de R$ 1.211 por noite, no pacote com três ou cinco diárias. No réveillon, o valor da diária parte de R$1.214, na opção de cinco a sete noites de hospedagem.

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Viagem de Moto: Casa de praia Maitei alia sofisticação e privacidade em Arraial d’Ajuda

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Quem gosta de viajar na companhia de familiares ou com os amigos e, por isso, procura uma hospedagem ampla, sofisticada e que mantenha todos por perto ao longo do dia, também garantindo privacidade e extremo conforto na hora em que se quer um pouco de isolamento, encontra na Casa Maitei, em Arraial d’Ajuda, no litoral sul da Bahia, uma opção linda e de altíssimo padrão.

Localizada na bela Praia de Araçaípe, a propriedade se espalha por 5 mil metros quadrados, e, nessa imensidão ladeada de verde e com vista para o mar, estão duas construções, com capacidade para receber até 10 pessoas: uma casa principal, que tem três suítes, e uma casa secundária, com duas suítes, sendo que cada unidade conta com uma banheira de hidromassagem. Uma piscina cercada por um vistoso, e espaçoso, deque – lugar ideal para tomar sol e bater papo sentado nas espreguiçadeiras ou no sofá sob o solário – atende as duas casas, assim como a academia de ginástica, o bem cuidado jardim, que dá acesso exclusivo à praia, e a garagem para carros, com três vagas. A Casa possui também cocheiras, com dois cavalos Lusitanos, mas estes não estão disponíveis para montaria.

Para garantir uma experiência extremamente confortável e especial aos visitantes, diversos mimos se somam ao primoroso projeto do arquiteto Luciano Soares, como roupas de cama Trussardi, travesseiros de pena e toalhas de 550 fios, sem contar o sistema de wi-fi, TV por assinatura e ar-condicionado. Para que se preocupem apenas em desfrutar de dias de dolce far niente em solo baiano, os visitantes também têm à disposição os serviços de camareira, cozinha e jardinagem incluídos na diária.

A Casa Maitei, cujas duas propriedades só podem ser reservadas conjuntamente, pertence ao sofisticado Maitei Hotel, também situado em Arraial d’Ajuda e igualmente uma opção de hospedagem para quem busca elegância, privacidade, atendimento personalizado e experiências exclusivas. Sua excelência é atestada pelos selos de luxo Condé Nast Johansens, Circuito Elegante, Exclusive Collection Hotels e Sul Hotels.

Para mais informações, acesse http://www.maitei.com.br ou ligue para (73) 3575-3877.

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Natal de moto: clima natalino repleto de delícias no Hotel Le Burgundy Paris

Le Burgundy - Natal 2017

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O Hotel Le Burgundy Paris, localizado entre a Place Vendôme e a Igreja de Madeleine, no badalado 1° arrondissement da capital francesa, já se preparou para o Natal. E isso está longe de significar que o sofisticado empreendimento está apenas decorado ou com o cardápio definido para a ceia: são muitos os mimos criados para celebrar a ocasião, a começar pelo quarto, que pode ser ornamentado ao gosto do hóspede, com árvore, guirlanda e outros enfeites. Basta avisar o staff do hotel com um mínimo de 72 horas de antecedência e informar suas preferências.

Na seara gastronômica, muitos momentos literalmente saborosos esperam os visitantes. Para comemorar o primeiro ano como chef pâtissier do Le Burgundy, Pascal Hainigue fez sua versão do tradicional bolo tronco, o qual ganhou formato retangular e um design tridimensional – o quitute natalino pode ser encomendado ou degustado no Bar Le Baudelaire, que o servirá entre os dias 15 e 26 de dezembro.

Outra iguaria do período, o Bolo de Reis também exibe novos sabores pelas mãos de Hainigue, o qual adicionou tangerina à receita tradicional, à base de frangipane (creme de amêndoas adicionado de creme confeiteiro). O bolo é preparado sob encomenda no período de 26 de dezembro a 31 de janeiro de 2018 ou pode ser pedido em porção individual durante o chá da tarde do Le Burgundy (preço a partir de € 35 por pessoa). Além de uma seleção de delícias doces e salgadas, a agradável refeição vespertina, oferecida diariamente das 15h às 18h, dá ao visitante, nessa época de festas, a oportunidade de abrir o calendário do Advento – o qual é usado especificamente para fazer uma espécie de contagem regressiva para o Natal –, que sempre revela um delicioso presente comestível.

Até o Spa By Sothys entrou no clima e criou um pacote específico de tratamentos para esse momento festivo, para quem deseja dar um up no rosto (€ 129). Para mais informações sobre o Le Burgundy Paris – representado no Brasil pela Key Partners (www.keypartners.com.br), de Sylvia Leimann – acesse o site: http://www.leburgundy.com.

De filho para pai

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Foto: Mateus Verdelho

O modelo Mateus Verdelho, de 33 anos, anda de moto desde seus 12 anos. Além da carreira no mundo fashion, ele é empresário, músico, atleta, “digital influencer” e embaixador da Urban e da Ducati Brasil, duas importantes marcas no segmento sobre duas rodas. “Tenho muitos amigos que fazem os rolês de moto comigo e agora tenho também a oportunidade de andar junto com meu pai, José Luiz, que sempre me apoia em tudo que eu faço”, diz Mateus.

A viagem 

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Foto: Mateus Verdelho

Este ano, Mateus resolveu fazer uma viagem de aventura para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás. “Nessa saga, fomos eu, meu pai, que é carinhosamente conhecido como Zé Bichão, e os amigos Dav Pimentel, Jonas Rossi e Nivaldo Junior. A ideia foi de Dav e do Junior, e logo todo mundo adorou. Então decidimos: vamos nessa! A intenção era fazer uma viagem totalmente de aventura, com tudo a que tínhamos direito. Enfrentar os perrengues, acampar, dormir em barracas, fogueiras, algo bem descontraído e engraçado. Foi minha primeira viagem longa, eu só havia feito percursos de no máximo 500 quilômetros e nunca tinha usado nenhum tipo de equipamento profissional. O que era para ser uma simples viagem de aventura se tornou uma história inesquecível”, conta.

Nessa empreitada, Mateus pilotou uma Ducati Enduro. “Meu pai e o Dav foram de Ducati MultiStrada, enquanto Jonas e Junior pilotaram uma BMW F 800 GS. Eu nunca tinha andando numa MultiStrada tão grande e pesada. Confesso que, no inicio, estranhei um pouco, e pensei: mas que isso é uma nave, garanto que é! O Junior, por ser o mais  ‘nerd’ da turma, pesquisou sobre o roteiro e sabia tudo o que precisaríamos levar, onde iríamos nadar, etc. Eu, Dav, Jonas e meu pai não estávamos muito preocupados com isso, a gente só queria saber de sentir o vento no rosto e dar risada. Porém, as dicas do meu parceiro Junior foram essenciais. Para dormir, levei uma barraca para dividir com meu pai, e os amigos levaram uma ‘bebida’, ou seja, estávamos preparados para o que der e vier”.

Planejamento

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Foto: Mateus Verdelho

Mateus conta um pouco sobre como foi o planejamento da viagem. “Nossa ideia era sair numa quinta-feira cedo e voltar somente na segunda à noite. Eu queria rodar 1.300 quilômetros num só dia, porém, logo no início do percurso, estourou o pneu da moto de um dos meus amigos, então, já começamos a aventura em grande estilo e, lógico que isso nos atrasou. Saímos na mesma quinta, entretanto, por volta das 13h, e o plano era rodar até onde o corpo aguentasse. Nossa primeira parada foi a uns 300 quilômetros de São Paulo. Alguns reclamavam de dor, por incrível que pareça, os mais novos. Meu pai estava firme e forte, então a gente tinha que se espelhar nele e continuar. Rodamos mais 300 quilômetros e paramos em Uberaba (MG). Lembro que uma hora quase ficamos sem gasolina, e não achávamos nenhum posto. Uma dica é nunca ignorar um posto, sempre que possível, encha o tanque.

Continuamos mais um pouco e chegamos a Rio Quente por volta das 22h. Estávamos felizes e famintos, então a ideia era acampar no camping na beira do rio, mas chegamos e fomos direto comer alguma coisa. Quando voltamos, o camping estava fechado. Outro alerta para quem for acampar: chegue antes da 22h, pois o local fecha nesse horário. A partir disso, tivemos que achar um hotel”.

Mateus prossegue com sua aventura, dessa vez, com detalhes do dia seguinte. “No outro dia não acordamos tão cedo. Tomamos café e partimos. Estava muito quente e o visual do cerrado era sensacional. Tocamos direto de Rio Quente até Alto Paraíso, e chegamos ao final da tarde, quase noite, com uma alegria imensa e sensação de dever cumprido. Jantamos em uma pizzaria muito boa de uma italiana que mora na região, depois fomos direto ao camping Catavento, um ótimo lugar para acampar. Montamos nossas barracas, fizemos uma fogueira, meu pai acendeu o clássico charuto dele, tomamos uma pinguinha para descontrair e jogamos truco regado a muita risada, como sempre”, relata.

Descanso merecido

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Foto: Mateus Verdelho

“Descansamos bem, acordamos e iniciamos a nossa aventura dentro da Chapada, quando decidimos ir para Macaquinhos, lugar longe, com 80 quilômetros de asfalto mais 40 de terra. Dica: lá, todos os passeios têm indicações das distâncias dos trechos e dificuldades. Essa parte foi complicada, muita terra fofa, brita, buracos, meu pai ainda caiu algumas vezes e eu fiquei preocupado, pois, além de ele não ter o costume de pilotar essas motos, estávamos com pneu de estrada. E aí vai outro conselho: nunca pegue terra com pneu liso, isso evita futuros problemas.

Chegando lá, paramos as motos e andamos mais uns 4 quilômetros na trilha a pé, e depois mergulhamos nas águas cristalinas, renovando nossas energias. Voltamos no final de tarde para Alto Paraíso. Na manhã seguinte fomos para Cavalcante, local que possui várias cachoeiras e trilhas, por isso, é obrigatória a presença de um guia local”.

Voltando à realidade

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Foto: Mateus Verdelho

O aventureiro Mateus descreve como foram os preparativos para a volta a São Paulo. “No último dia era hora de voltar para casa. Nos programamos para fazer a viagem em uma tocada só, sem paradas em hotéis, mas como estávamos em uma aventura e, como de costume, as coisas nunca saem como o planejado, tivemos diversas turbulências, como fortes rajadas de vento. Depois disso, continuamos e, quase chegando a Uberlândia outro susto: ainda com rajadas de vento, um trecho mal sinalizado fez meu pai cair na estrada. Só ouvi ele gritando pelo rádio, e graças aos equipamentos utilizados, não aconteceu nada de mais grave. Mesmo assim, tivemos que guinchar a motocicleta. Levei meu pai na garupa ate Ribeirão Preto (cidade onde nasci, e local que meu pai vive até hoje) e, na sequência, eu e o Dav continuamos até São Paulo. Chegamos destruídos de cansaço. Estava tudo tranquilo, mas acho que o susto com meu pai nos deixou muito tensos”.

Para Mateus, o resumo da viagem: um lugar sensacional, paradisíaco. “A oportunidade de fazer uma viagem de moto com amigos e familiares não tem preço. Essa parceria vivendo coisas simples desse mundão, saber que você não precisa de muito para ser feliz, entender que o legal da vida são as pequenas coisas, como um simples mergulho em uma cachoeira ou pegar um limão do próprio pé fazem a gente refletir sobre a própria existência. Queria agradecer os parceiros que nos ajudaram, meus amigos que foram comigo e, em especial, meu pai, por sempre estar ao meu lado e de bem com vida. Te amo meu velho!”, finaliza Mateus.