Caminho das Índias

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Foto: Divulgação/Royal Enfield

A marca indiana de motocicletas Royal Enfield anunciou no dia 20 de abril a abertura de sua subsidiária no Brasil, o maior mercado de duas rodas da América Latina. Esta é a segunda distribuição direta da empresa fora da Índia – a primeira está nos EUA. São Paulo possui a maior comunidade de motociclistas do Brasil e agora será sede da marca no país. A nova loja terá a responsabilidade de distribuição a revendedores e consumidores e o desenvolvimento das atividades de mercado e suporte, como marketing e pós-vendas. A loja está localizada na Avenida República do Líbano, 2.070, em Moema.

A estratégia de crescimento e foco internacional da Royal Enfield é expandir o segmento de motocicletas de média cilindrada (250 cc a 750 cc). Para isso, a marca entra no mercado brasileiro com três de seus modelos mais tradicionais, com motores monocilíndricos de  até 535 cc. Os modelos que marcam a estreia da Royal Enfield no Brasil são Bullet 500, Classic 500 e Continental GT.

“A Royal Enfield está rapidamente se tornando um player muito importante no mercado global de motocicletas de média cilindrada, reinventando este segmento com modelos evocativos, envolventes e muito divertidos de pilotar. Estamos muito satisfeitos por entrar oficialmente no Brasil e oferecer nossos produtos para um novo grupo de clientes, que nos permitirá perceber nosso potencial competitivo no quarto maior mercado de motocicletas do mundo e o maior da América Latina”, disse Rudratej Singh, o Rudy, presidente da companhia.

Bullet 500 cc: desde 1932

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Foto: Divulgação/Royal Enfield

A Bullet nasceu com um design único, monocilíndrica. O modelo detém o recorde de ser a mais antiga motocicleta em produção contínua do mundo, desde 1932, e é reconhecido por sua resistência e confiabilidade.

O modelo apresenta um design atemporal e está tecnologicamente equipada com os últimos avanços da engenharia. O modelo surge com uma pintura clássica, com pinstriping, disponível em preto com prata, verde com ouro e cinza com laranja, acompanhado por uma insígnia da Royal Enfield.

De acordo com o motociclista Laertes Torrens Filho, a praticidade da máquina é uma das suas maiores qualidades. “Tive a felicidade de pilotar essas motocicletas e as achei práticas e de fácil dirigibilidade. Também achei o motor bastante confiável”, afirmou Laertes.

FICHA TÉCNICA:

MOTOR

Tipo – monocilindro, 4 tempos, refrigerado a ar

Cilindrada – 499 cc

Diâmetro x curso – 84 mm x 90 mm

Índice de compressão – 8.5:1

Potência máxima – 27.2 bhp @ 5250 rpm

Torque máximo – 41.3 Nm @ 4.000 rpm

Sistema de ignição – ignição eletrônica digital

Embreagem – úmida, multi-placas

Câmbio – 5 marchas

Partida – elétrica e pedal

CHASSI E SUSPENSÃO

Quadro de estrutura única, utilizando o motor como parte do suporte

Suspensão dianteira – Telescópico, garfo de 35 mm, curso de 130 mm

Suspensão traseira – Amortecedores a gás duplos com 5 ajustes pré definidos de carga, curso de 80 mm

DIMENSÕES

Distância entre-eixos – 1.360 mm

Altura em relação ao solo – 140 mm

Comprimento – 2.140 mm

Largura – 800 mm

Peso – 195 Kg (com 90% combustível e lubrificante)

Capacidade do Tanque – 13.5 L

FREIOS E PNEUS

Pneus Dianteiros – 90/90 – 19

Pneus Traseiros – 110/80 – 18

Freio Dianteiro – Disco único de 280 mm, pinça com 2 pistões

Freio Traseiro – Tambor único de 153 mm

Cores: verde, preta e cinza

Preço sugerido: R$ 18.900,00

Classic 500 cc: A urbana retrô

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Foto: Divulgação/Royal Enfield

Este modelo da Royal Enfiel é uma viagem no tempo, combinando sinais de estilo clássico com peças modernas, que trazem o retrô a um novo patamar. O ronco do motor chama atenção e o tanque de combustível, com design clássico do final da década de 1940, traz um visual vintage para o modelo. A Classic está disponível em três cores: azul, preta e bege, e também em três estilos militares, que se referem à época em que essas máquinas atuavam em campos de batalha como Green, Squadron Blue e Desert Storm.

A Classic Chrome é similar à Classic 500, mas com uma dose de cromo sobre ela. Assim como o seu modelo base, mantém o estilo britânico clássico dos anos 1950: simples e harmonioso. A Chrome é feita em metal clássico em preto, grafite e verde. Todas as linhas de cromo são combinadas com uma pintura rica em design e assento de couro. O modelo é um tributo às motos típicas britânicas, com um olhar retrô.

FICHA TÉCNICA:

MOTOR

Tipo – monocilindro, 4 tempos, refrigerado a ar

Cilindrada – 499 cc

Diâmetro x curso – 84 mm x 90 mm

Índice de compressão – 8.5:1

Potência máxima – 27.2 bhp @ 5250 rpm

Torque máximo – 41.3 Nm @ 4000 rpm

Sistema de Ignição – Ignição eletrônica digital

Embreagem – Úmida, multi-placas

Câmbio – 5 marchas

Lubrificação – Carter úmido

Alimentação de combustível – Injeção eletrônica de combustível

Partida – Elétrica e pedal

CHASSI E SUSPENSÃO

Quadro com estrutura única, utilizando o motor como parte do suporte

Suspensão dianteira –         Telescópico, garfo de 35mm, curso de 130 mm

Suspensão traseira: Amortecedores a gás duplos com 5 ajustes pré definidos de carga, curso de 80 mm

DIMENSÕES

Distância entre-eixos – 1.360 mm

Altura em relação ao solo – 135 mm

Comprimento – 2.140 mm

Largura – 790 mm

Altura – 1.090 mm

Peso – 190 Kg (com 90% combustível e lubrificante)

Capacidade do Tanque – 13.5 L

FREIOS E PNEUS

Pneus Dianteiros – 90/90 – 19

Pneus Traseiros – 110/80 – 18

Freio Dianteiro – Disco único de 280mm, pinça com 2 pistões

Freio Traseiro – Tambor único de 153mm

CORES: Caramelo, Prata, Preta e Lagoon

PREÇO SUGERIDO: R$ 19.900,00

Continental GT (535cc): Cafe Racer

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Foto: Divulgação/Royal Enfield

A Royal Enfield trouxe de volta, em 2013, uma versão moderna da Continental GT de 1965. Esse modelo, muito popular entre os motociclistas britânicos no início dos anos 1960, é uma Cafe Racer.

Impulsionada por um motor de 535 cc e disponível em três cores (vermelho, verde e preto), a Continental GT é considerado o modelo mais leve e poderoso da marca.

FICHA TÉCNICA:

MOTOR

Tipo – monocilindro, 4 tempos, refrigerado a ar

Cilindrada – 535 cc

Diâmetro x Curso – 87mm x 90mm

Índice de Compressão – 8.5:1

Potência Máxima – 29.1 bhp @ 5100 rpm

Torque Máximo – 44 Nm @ 4000 rpm

Sistema de Ignição – Ignição eletronica digital

Embreagem – Úmida, multi-placas

Câmbio – 5 marchas

Lubrificação – Carter úmido

Alimentação de combustível – Injeção eletrônica de combustível

Partida – Elétrica e pedal

CHASSI E SUSPENSÃO

Quadro com estrutura dupla

Suspensão dianteira – Telescópico, garfo de 41mm, curso de 110mm

Suspensão traseira – Amortecedores Paioli a gás duplos com ajuste de pré-carga, curso de 80mm

DIMENSÕES

Distância entre eixos – 1360mm

Altura em relação ao solo – 140mm

Comprimento – 2060mm

Largura – 760mm (sem os espelhos)

Altura – 1070 (sem os espelhos)

Altura do assento – 800mm

Peso – 184 Kg

Capacidade do Tanque – 13.5 L

FREIOS E PNEUS

Pneus Dianteiros – 100/90-18, 56 H Pirelli Sport Demon

Pneus Traseiros – 130/70-18, 63 H Pirelli Sport Demon

Freio Traseiro – Disco único de 240mm, pistão, com pinça flutuante

CORES: Vermelho, Verde e Preto

PREÇO SUGERIDO: R$ 21.900,00

Para saber mais sobre a Royal Enfield, visite o site:

www.royalenfield.com.br

Liderança como meta

MICHELIN Power RS (1)

Foto: Divulgação

Aderência, versatilidade e estabilidade fazem do Michelin Power RS a nova referência no segmento esportivo de pneus para motos. É o que garante Daniel D’almeida, gerente de marketing de pneus para motocicletas da Michelin América do Sul. Aliando a expertise da marca em motorsport à diversidade de suas fontes de inovações tecnológicas, o lançamento, que chegou ao mercado brasileiro no mês passado, garante bom desempenho às motos, satisfazendo aos mais exigentes motociclistas. “A versatilidade desse pneu será o grande diferencial dele no mercado. O Power RS transmite confiança, prazer e diversão na hora da pilotagem. Ele será um divisor de águas no ramo”, afirma D’almeida.

O produto é o primeiro lançamento realizado pela Michelin após o seu retorno à MotoGP.  Durante o ano de 2016, os campeonatos funcionaram como uma espécie de laboratório para o desenvolvimento das últimas novidades. Segundo Antonio Barbosa, diretor de marketing e vendas de pneus para motocicletas da Michelin América do Sul, a aposta é certeira. “A nova gama de pneus tem a meta de se tornar líder no segmento esportivo de pneus para motos na América do Sul”, conta Barbosa.

De acordo com o piloto Dudu Costa Neto, que participou do teste a convite da Revista Moto Adventure, o pneu é garantia de sucesso. “Estou muito impressionado como foi possível transferir a tecnologia adquirida no MotoGP em tão pouco tempo e disponibilizar um pneu com tantos atributos positivos. Tenho certeza que o Power RS será um sucesso”, diz Dudu.

O jornalista Laertes Torrens Filho, que também esteve no evento, comenta que o pneu é de extrema qualidade. “A tecnologia utilizada no Power RS é excelente. Na reta ele é incomparável e passa muita segurança ao fazer as curvas”, afirma Laertes.

Performance premiada

MICHELIN Power RS (2)

Foto: Divulgação

A superioridade de performances já garantiu ao Michelin Power RS o título de melhor pneu do segmento esportivo, de acordo com testes realizados pela entidade independente alemã Motorrad Test Center, no fim de 2016. Segundo os resultados, o manuseio leve, a precisão de condução em todos os tipos de pistas e a estabilidade nas curvas fizeram do pneu o vencedor da categoria. “Graças ao design de sua carcaça e aos novos compostos de borracha, muitos deles vindos de competições, o Michelin Power RS é um pneu extremamente versátil, tanto nas pistas quanto nas ruas, proporcionando uma maior segurança aos motociclistas”, completa Daniel D’Almeida.

O pneu está disponível em 13 dimensões, para motos de alta cilindrada, acima de 500cc. A partir de julho, vai equipar também as motos de média cilindrada. “A inovação esteve presente em todas as etapas da concepção do Michelin Power RS, da fabricação e testes ao desenvolvimento da nova tecnologia. Como resultado, podemos dizer que o lançamento é provavelmente uma das mais significativas inovações em pneus de motocicletas desde a invenção do radial, em 1987”, aposta D’almeida.

Bendita Escopeta

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Foto: Ricardo Kruppa

A primeira vez a gente nunca esquece! Essa foi a sensação de Rodrigo Marcondes, proprietário da oficina Bendita Macchina, ao receber a missão de customizar uma Kawasaki Z300, a primeira moto da marca japonesa em que ele iria atuar. Após pensar em diversas soluções para criar o projeto, ficou decidido que mudar a “cara” da máquina seria o primeiro passo, já que o modelo Naked inspira um ar mais agressivo, totalmente diferente do que o cliente queria. No caso, o dono da moto desejava um modelo Scrambler.

Mas, o que significa Scrambler? O termo surgiu nos anos 1950 para nomear as motocicletas adaptadas para corridas de enduro, com pneu para terra, escapamento alto e guidão mais largo. O nome deriva da expressão “to scramble”, que nada mais é do que subir uma colina ou montanha rapidamente usando as mãos e os pés.

O advogado paulistano Vinícius Branco, de 60 anos, queria transformar sua Kawasaki Z300 numa Scrambler, pois possuir um modelo desses era um sonho antigo dele.  Após entender o gosto do cliente, que seria criar uma Scrambler com escapamento mais para cima, com um tanque maior e na cor verde musgo, o customizador tocou o projeto adiante.

“Vinícius queria uma moto pequena, para facilitar a mobilidade urbana, podendo usá-la para ir a reuniões, ao escritório e, ao mesmo tempo, que tivesse uma cilindrada legal, pois ele gostaria de, aos finais de semana, usá-la para ir à praia. Após discutirmos o projeto, chegamos à conclusão de que a Z300 seria a opção perfeita para o seu propósito, já que se trata de uma motocicleta pequena, de 300 cc, porém bicilíndrica, com refrigeração líquida, então ela entrega uma potência bem legal ao condutor”, afirma Marcondes.

Para ser produzida, a máquina passou por um processo de um mês e meio, sendo quatro semanas de funilaria, uma semana para pintura e mais uma para finalizar a montagem. Após a conclusão, coube aos profissionais da Bendita Macchina escolherem um nome para a moto, e ficou decidido que “Escopeta” seria a pedida certa.

Planejamento é essencial

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Foto: Ricardo Kruppa

 “Quanto mais tecnologia a motocicleta apresenta, mais difícil o projeto se torna. É um grande jogo de esconde-esconde. Fizemos reuniões com o cliente, entendemos o que ele acreditava ser uma Scrambler, já que o modelo pode apresentar diferentes visões de acordo com cada piloto. Entendi que ele queria um tanque redondo e escolhemos o da TX 500, da Yamaha, e mudamos completamente a peça”, diz Marcondes.

Segundo o customizador, o princípio básico da sua oficina é não alterar a ciclística das máquinas, ou seja, chassi, motor e suspensão sempre vão permanecer originais, e todo o resto poderá sofrer mudanças. “O fundo do tanque foi alterado para não mexer em nada no berço do chassi. Somado a isso, colocamos a bomba interna de gasolina original da Z300 e adaptamos o bocal, também original, ao tanque escolhido. O escapamento foi feito a mão. Como a Z300 é bicilíndrica, fizemos dois escapamentos, que foram mudados de posição, e incluímos uma proteção para as pernas. Desenvolvemos um banco feito em dois tipos de tecido, confortável, para ser utilizado no dia a dia e nas viagens, e que combinasse com a manopla, as grades e os faróis. Instalamos também um dispositivo USB para que o condutor pudesse carregar o celular enquanto pilota, além de remanejar a parte mecânica e eletrônica da moto”, detalha o customizador.

O painel recebeu dois instrumentos, em tamanho reduzido, sendo um velocímetro e um conta-giros, um ao lado do outro, com a ignição entre eles. “O farol ganhou grades para passar um ar mais ‘cross’. Criamos para-lamas, protetor de cárter exclusivo, tampa lateral e tudo mais. O reservatório do arrefecimento líquido está escondido atrás da tampa lateral. Fizemos uma abertura para que o proprietário consiga ver o nível do líquido e cuidar para que tudo esteja sempre em conformidade, em conjunto com o protetor do escapamento. Aliás, posso dizer que o escapamento foi o nosso maior desafio durante o processo. Não usamos plástico ou fibra nos nossos projetos, sempre metal, tudo sob medida para cada motocicleta”.

O pneu escolhido foi o Metzeler Tourance misto, que serve para andar no asfalto e também na terra, com raios 17. “Cromamos o escapamento e o guidão, desenvolvemos grades para cobrir os fios do tanque, dando um acabamento legal para esconder toda a parte elétrica. Esses acessórios não são meramente estéticos e sim funcionais, já que protegem as unidades citadas, inclusive o filtro de óleo”, detalha Rodrigo.

Quatro anos construindo sonhos

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Foto: Ricardo Kruppa

O publicitário Rodrigo Marcondes, de 40 anos, largou a carreira que exercia havia mais de 10 anos para realizar um sonho, o qual se tornou realidade e foi batizado de Bendita Macchina. Ele diz que percebeu uma lacuna no mercado e sentiu que havia espaço para olhar com mais carinho para as motocicletas de baixa e média cilindradas. A oficina de customização, localizada no bairro de Pinheiros, em São Paulo, existe há quatro anos e já produziu algo próximo de 100 motocicletas.

“Customizar motos com foco na mobilidade urbana, esse é o grande diferencial da Bendita Macchina. Quando entrei no ramo, percebi que a cena era muito voltada para motos de grande porte. Máquinas de 125, 150, 250 e 300 cc podiam ser olhadas com mais carinho. Elas são perfeitas para o trânsito das grandes cidades e merecem toda a nossa atenção”, acredita Marcondes.

O proprietário da oficina fala sobre as etapas da customização. “Eu pego o briefing com o cliente e divido com a equipe para, assim, pensarmos nas melhores ideias. Trabalhamos sempre duas motos por vez. Primeiro o projeto passa pela funilaria, depois enfrenta a preparação e pintura e, por último, a montagem. Somos uma grande família. Nossa equipe é formada por Bill, Cauê, Abel e Peu, quatro personagens muito importantes para nós, supervisionadas por mim e pelo meu irmão, Deco, que também cuida da parte burocrática do negócio”, comenta.

De acordo com Rodrigo, o cliente pode visitar a oficina e acompanhar o andamento do processo. “O cliente pode nos visitar quantas vezes quiser. Damos essa abertura a ele e, inclusive, enviamos fotos para que ele acompanhe o desenrolar do projeto. Acabamos virando amigos dos clientes e gostamos dessa proximidade”, finaliza Marcondes.

Apoio na compra da moto

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Foto: Ricardo Kruppa

O customizador conta que, se for necessário, auxilia o cliente na compra do veículo, dando todo o suporte para facilitar ao máximo a aquisição e entrega da moto. “Temos vários parceiros que nos ajudam nessa empreitada. Os concessionários são nossos amigos desde a fundação da oficina. Quando a compra é feita à vista, o cliente nem precisa ir até a concessionária. Eu pego os dados dele e da loja, o cliente deposita a quantia para o concessionário, a moto é faturada diretamente no nome do comprador e a entrega é feita aqui na Bendita Macchina, zerada”, salienta Marcondes.