BMW HP4 RACE será apresentada no Salão Duas Rodas

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A superesportiva BMW HP4 RACE já tem data para estrear no Brasil e sua plataforma de lançamento será o Salão Duas Rodas, a maior feira do setor de motocicletas do país, e que será realizada entre os dias 14 e 19 de novembro no São Paulo Expo, na capital paulista. Apresentada no ano passado, durante o Salão de Milão, na Itália, a HP4 RACE é fabricada em Berlim, na Alemanha, e tem produção limitada em 750 unidades trabalhadas individualmente, em um processo de montagem artesanal efetuado por especialistas da BMW Motorrad.

A HP4 RACE possui quadro principal confeccionado inteiramente em fibra de carbono pesando apenas 7,8 quilos. Esta característica torna a BMW Motorrad a primeira fabricante de motocicletas do mundo a desenvolver e produzir um quadro principal com este tipo de material de alta tecnologia, e que contribui para que o peso total da moto, em ordem de marcha, atinja apenas 171 quilos.

As rodas da motocicleta também são feitas de fibra de carbono, o que possibilita uma redução de peso de aproximadamente 30% em comparação com rodas de liga leve forjadas, sem qualquer perda de rigidez. A HP4 RACE também atende às demandas mais exigentes de tecnologias de competição quando o assunto é suspensão e freios. Ela traz garfos invertidos FGR 300 e amortecedores TTX 36 GP, ambos componentes fabricados pela sueca Öhlins e também usadas na MotoGP, no Campeonato Mundial de Superbike, bem como na Copa do Mundo de Superbike.

O sistema de freios, por sua vez, usa discos duplos de aço de 320 milímetros de diâmetro e 6,75 mm de espessura; pistões revestidos de titânio e pinças de alumínio monobloco Brembo GP4 PR, com superfície niquelada. Além disso, a moto conta com assistência de freio motor, com até 15 níveis de atuação.

A nova HP4 RACE é equipada com um motor de quatro cilindros e 999 cm³ que atende às especificações 6.2 e 7.2 das motos que disputam os campeonatos Mundiais de Endurance e Superbike. A potência nominal de saída é de 215 cv, a 13.900 rpm, com um torque máximo de 120 Nm, a 10.000 rpm. Com o objetivo de melhorar ainda mais seu desempenho, a superesportiva conta com uma transmissão de 6 marchas e relações otimizadas.

A HP4 RACE também traz uma extensa lista que sistemas eletrônicos de controle e assistência, incluindo um conjunto de itens elétricos otimizado, voltado a atender regulamentos de competições a motor. Uma grande quantidade de informações também pode ser visualizada no painel de instrumentos 2D com memória para dados.

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Honda CB 650F e CBR 650F: versões 2018 são renovadas na técnica e na estética

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A Honda amplia seu portfólio com duas novidades: a CB 650F e a CBR 650F. Desde sua introdução no mercado brasileiro, há cerca de três anos, a naked Honda CB 650F e a esportiva CBR 650F se tornaram cada vez mais tecnológicas e confortáveis no segmento de alta cilindrada. Produzidas na fábrica da Honda em Manaus , as motocicletas se transformaram em objetos do desejo e admiração dos motociclistas. A motocicleta foi apresentada aos jornalistas na pista de Curvelo, em Minas Gerais, e Moto Adventure estala lá!

Motor robusto

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A versão do tetracilíndrico Honda de 649 cm3, que equipa tanto a CB 650F como a esportiva CBR 650F, preserva o DNA dos “quatro em linha” da marca, com o típico urro de escape aliado à performance, economia de exercício e confiabilidade. A bancada dos cilindros inclinada 30º à frente, o câmbio verticalizado e o compacto motor de arranque situado atrás da bancada propiciou ao motor dimensões longitudinais contidas, favorecendo um posicionamento ideal no chassi.

Arrefecido a líquido, nesta versão 2018 a potência máxima cresceu dos 87 cv a 11.000 rpm para 88,5 cv ao mesmo regime. O torque permaneceu de 6,22kgf.m a 8.000 rpm, enquanto o câmbio, sempre de 6 velocidades, recebeu relações mais curtas na 2ª, 3ª e 4º marchas, privilegiando as acelerações e retomadas de velocidade em qualquer condição de uso.

Chassi e ciclística

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O chassi de aço conta com a arquitetura Diamond, comum à CB 650F e CBR 650F. Realizada em alumínio fundido sob pressão, a balança traseira está ligada diretamente a um conjunto mola-amortecedor regulável na pré-carga da mola em sete posições. Na suspensão dianteira a grande novidade é a adoção do garfo Showa Dual BendingValve (SDBV) com tubos de 41 mm de diâmetro. A tecnololgia SDBV melhora a resposta às solicitações, seja na compressão como na extensão, garantindo um funcionamento mais suave e preciso em diferentes pisos, cujo reflexo favorece maneabilidade e estabilidade.

No âmbito dos freios, tanto CB 650F como CBR 650F estão equipadas com um sistema ABS de dois canais que atuam no duplo disco tipo wave na dianteira, com 320 mm de diâmetro, associados a pinças Nissin de duplo pistão. Na traseira, o disco simples também tem 240 mm de diâmetro e pinça de pistão simples. As rodas de 6 raios duplos são fabricadas com alumínio fundido sob pressão e calçadas com pneus esportivos medidas 120/70-ZR17 e 180/55-ZR17, com válvulas de ar em formato de “L”, o que facilita a operação de controle da pressão.

Design agressivo

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A naked CB 650F tem um estilo que valoriza os detalhes, como as aletas nas laterais do tanque, que acentuam a agressividade que faz parte do caráter de uma genuína streetfighter. A rabeta compacta, o pequeno para-lama dianteiro e o farol emoldurado por uma essencial carenagem exalta o caráter agressivo da CB 650F. Completam as inovações a iluminação por LED, o painel completamente digital e uma ligeira alteração na posição de pilotagem, conseguida através do sutil avanço do guidão e estreitamento da zona central do assento.

A esportiva CBR 650F conta com uma nova carenagem, que não apenas acentua o estilo esportivo como favorece a captação de ar para o sistema de alimentação e proteção ao piloto. A beleza do motor foi valorizada e por conta disso ele é elemento importante na. Rabeta afilada e o posicionamento avançado do condutor exaltam a pegada racing do modelo. Como na irmã naked, a CBR 650F conta com painel digital e iluminação por LED.

A CB 650F e CBR 650F estarão disponíveis nas cores vermelho e azul perolizado. Os preços públicos são: CB 650F (R$ 33.900,00) e CBR 650F (R$ 35.500,00), base estado de São Paulo, sem despesas com frete e seguro. Os modelos têm garantia de 3 anos + Honda Assistance, sem limite de quilometragem.

 

Produção de motos recua em setembro

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Dados da ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, mostram que foram produzidas 76.668 motocicletas em setembro, o que representa recuo de 4,4% sobre o mês de agosto (80.192). Na comparação com o igual período de 2016 (80.509) a retração foi de 4,8%. Os números referentes aos nove primeiros meses do ano também indicam uma queda: no período saíram das linhas de produção 652.192 motocicletas, correspondendo a um recuo de 8,5% no confronto com o ano anterior (712.999).

Em setembro, o desempenho de vendas no atacado – para as concessionárias – também foi inferior a agosto, com 63.428 unidades repassadas às lojas, o que representa um recuo de 12,8% sobre as 72.778 unidades comercializadas no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2016, a queda é de 16,8% (76.268). Já no acumulado do ano, o recuo é de 11,7%, com 603.351 em 2017 ante 683.453 no ano passado.

“Embora os números ainda sejam negativos, o nível de estoques de determinados modelos nas concessionárias é insuficiente para atender ao mercado, o que pode ter contribuído para limitar o crescimento das vendas no varejo. Isto sinaliza a necessidade de adequação dos níveis de produção atual à demanda”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo. Segundo Fermanian, outros fatores que poderão contribuir para um cenário mais animador, a partir de agora, são o Salão Duas Rodas 2017, que ocorrerá de 14 a 19 de novembro em São Paulo, o pagamento do 13º salário e a chegada do verão. “São importantes acontecimentos que aumentam o interesse dos clientes pela compra de motocicletas”, diz.

Os volumes de exportações do segmento de motocicletas continuam a subir e totalizaram 11.208 unidades em setembro, alta de 160,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado (4.298) e aumento de 54,8% sobre agosto (7.239). No acumulado, o volume de motocicletas enviadas para outros países foi de 59.244 unidades, 35,4% superior aos 43.752 embarques registrados em 2016. O principal destino das motocicletas exportadas ainda é a Argentina.

Emplacamentos

Com base nos licenciamentos registrados pelo Renavam, as vendas para o varejo totalizaram 66.209 unidades, queda de 13,3% sobre as 76.336 mil motocicletas emplacadas em agosto. Na comparação com setembro do ano passado (66.822 unidades) foi verificada praticamente uma estabilidade, já que houve recuo de somente 0,9%. Nos nove primeiros meses de 2017 a redução foi de 6,9%: 640.063 licenciamentos em 2017 e 687.280 no ano passado.

A média diária de vendas em setembro ficou estável, com 3.310 motocicletas, ou seja, apenas 0,3% menor na comparação com a média de 3.319 unidades registrada em agosto. Contudo, na comparação com setembro do ano passado (3.182) deu um salto de 4%.

Rumo ao Infinito

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Foram 18 países, mais de 90 mil quilômetros rodados e inúmeras histórias para contar. Tudo isso sobre uma BMW F 800 GS Adventure, ano 2015. Esses números definem um pouco da aventura que Mauro Coutinho Damasceno, de 56 anos, “marketólogo” por formação e balconista de farmácia por profissão, viveu durante quase dois anos junto com a sua moto na Expedição Continente Americano, que teve início em 2015 e proporcionou momentos de diversão, liberdade e, também, desafios.

A ideia inicial era viajar sozinho, mas no meio do planejamento e percurso, Mauro fez muitas amizades e, assim, teve companhia durante toda a viagem.

Alguns dos locais visitados foram: Chui, Punta del Este, Montevidéu, Colonia del Sacramento, Buenos Aires, Mar del Plata, Baía Blanca, Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Ushuaia, Punta Arenas, Parque Nacional Torres del Paine, El Calafate, Perito Moreno, Bariloche, Concepcion, Santiago, Valparaiso, Mendoza, Antofagasta, Calama, Iquique, Salar de Uyuni, Potosi, Oruro, Cochabamba, La Paz, Copacabana, Puno, Juliaca, Arequipa, Cusco, Machu Picchu, Nazca, Lima, Cuenca, Guayaquil, Quito, Bogotá, Barranquilla, Cartagena, Colón, Cidade do Panamá, Piedras Blancas (Finca Villa Bela), São José, entre muitas outras regiões.

O motociclista é um exemplo para quem pensa em se aventurar em viagens de longas distâncias. Ele conta que, para seguir sem ter grandes imprevistos e problemas, planejou a expedição durante meses, comprou uma moto nova e, é claro, guardou dinheiro e buscou patrocínios. “Foi a grande viagem da minha vida. Tudo o que eu havia visto até então, desde a minha infância até agora, pela televisão, cinema ou revistas, eu pude ver pessoalmente nesse roteiro. Basta ter coragem, determinação e planejamento”, explica Damasceno.

Cuidados com a moto

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Os cuidados com a companheira de viagem foram essenciais para o êxito da expedição. Ao todo, foram 10 revisões completas, 10 trocas de óleo e aproximadamente sete mil litros de gasolina. “Minha moto era meu meio de transporte, o cuidado foi importante para não ter problemas com ela e, portanto, fiz as revisões a cada 10 mil quilômetros nas agências autorizadas. Manutenção e cuidados são imprescindíveis nessas aventuras”, comenta.

Mauro reforça que, quando se faz uma viagem como essa, de longa distância, algum contratempo aparece no meio do caminho, como por exemplo, tombos, chuva, neve, frio, calor, mas aí é preciso saber se adaptar. Para ele, o maior problema foi em relação à tentativa de assalto que ocorreu por duas vezes, uma no Brasil, quando saía da cidade de Pelotas (RS), e outra em Sucre, na Bolívia. ”Fui perseguido por dois motociclistas em uma tentativa de assalto a mão armada, mas consegui despistar os meliantes e fugir pelas ruas da cidade”.

Por isso, se você quer viajar de moto para longas distâncias, precisa ter um planejamento detalhado, cuidadoso e determinação. Mauro já tinha realizado a Expedição Primavera, em 2009, na qual viajou pelo Brasil, do Oiapoque ao Chuí, e visitou todas as capitais brasileiras. Foram 118 dias e 30 mil quilômetros rodados. “É preciso estar atento a tudo, se organizar e estar preparado para imprevistos, usar equipamentos de segurança, cuidar da manutenção da moto e de você. Depois disso, é só colocar o pé na estrada e deixar fluir o seu espírito aventureiro”, finaliza.

A viagem – Depoimento do Aventureiro

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“Embora possam me chamar de sonhador, louco ou qualquer outra coisa, acredito que tudo é possível e realizável. Basta ter coragem, determinação e planejamento”, trecho do livro “Na Solidão do meu Capacete… A Viagem”. “Quando comecei a projetar a viagem o fiz sozinho, mas no decorrer do planejamento fiz contato com a Lila, uma historiadora de Londrina (PR), que tinha um projeto de escrever um livro sobre a colonização maia na América Central e gostaria de visitar o México, que é o berço da civilização maia. Durante as conversas, decidimos seguir viagem juntos, e assim fizemos, mas, ao chegarmos ao Ushuaia, ela começou a sentir fortes dores na coluna e inchaço nos pés, provavelmente devido às condições de tráfego”.

Ao chegar à cidade de Calafate, na Argentina, Lila teve que abandonar o projeto e retornar ao Brasil. “Daí em diante, segui a viagem sozinho. Atravessei o Chile e a Bolívia e retornei ao Brasil, na cidade de Cuiabá, para o noivado da minha filha. Ainda em Cuiabá, encontrei o amigo argentino Luciano Bentancourt, que havia me recebido e dado apoio em Buenos Aires, e que também seguia viagem rumo ao Equador, e daí em diante seguimos juntos até a cidade de Guayaquil”, diz Mauro.

Antes, porém, em Mancora Beach, no Peru, o viajante conheceu Julian Novais e Mateo Lobato, dois argentinos da Tierra Del Fuego, que estavam seguindo para o Alasca. “Conversamos e decidimos seguir viagem juntos. Dali em diante foram 10 meses de amizade, parceria, peripécias e aventuras por quase 70.000 km, sempre juntos”.

Situações perigosas

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Quando se faz uma grande viagem como essa, nem tudo são flores. Além dos transtornos costumeiros, o que mais assustou Mauro foi a tentativa de assalto já citada acima. “Consegui ludibriar os meliantes e empreendi fuga pelas ruas da cidade, mas sei que isso é muito arriscado”, conta.

Ainda na cidade de Potosi, na Bolívia, uma greve de trabalhadores do transporte fechou as rodovias e as cidades por aproximadamente 10 dias. “Nesse período, consegui entrar na cidade e tive que esperar uma semana para poder sair, e só consegui porque fui escoltado por policiais motociclistas que me conduziram até os limites da cidade. Assim consegui seguir viagem, porém, tive que ficar parado em outra cidade por falta de combustível por mais quatro dias”, conta Mauro.

Curiosidades

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Geralmente, quando se trata de uma viagem ao Alasca, o que mais escutamos é com relação à travessia do Tapón de Dárien, região que fica entre a Colômbia e o Panamá. A região de Darién é uma área de floresta tropical, localizada na fronteira da América Central (Panamá) e América do Sul (Colômbia), que historicamente tem funcionado como uma barreira natural entre os dois subcontinentes.

Existem duas maneiras distintas para a travessia: de avião, de Bogotá até o Panamá, ou via marítima, saindo de Cartagena das Índias, ou ainda pelo porto de Turbo. “Nós fizemos por Turbo. Carregamos as motos em um barco de mercadores que vendiam produtos pelas ilhas do mar do Caribe aos índios Kunas. Embarcamos as motos em Turbo e seguimos até Capurganá, na divisa com o Panamá, em uma lancha rápida que transporta passageiros. Pernoitamos em Capurganá e, no dia seguinte, fizemos os trâmites de aduana e embarcamos. A viagem durou 14 dias de ilha em ilha. Ficamos observando os comerciantes vendendo as mercadorias aos índios e desfrutando as belezas do mar do Caribe. Na volta, fizemos de avião do Panamá até Bogotá”, finaliza.

Passo a passo do sucesso!

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Foto: Laertes Torrens filho

Entre os dias 18 e 20 de agosto aconteceu o 11º Passos Motorcycles – Encontro Nacional de Motociclistas. O evento teve sucesso de público e contou com a presença de 36 mil pessoas, com 9.800 motos participantes. Logo na chegada, os motociclistas eram recebidos pelos integrantes do Moto Clube Esquadrão-MG, que ofereciam todos os esclarecimentos sobre o encontro.

A estrutura do Passos Motorcycles era de primeira linha. Havia praças de alimentação, shows musicais, com destaque para as bandas Titãs e Ira!, feira comercial, empresas do ramo, chuveiros quentes, áreas de camping cobertas, globo da morte, missa com motociclistas, entre outras atrações.

Participação ativa

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Fotos: Laertes Torrens filho

A Revista Moto Adventure participa desde a primeira edição do evento. “Esse ano houve a participação maciça de vários motociclistas que nunca tinham ido ao Passos Motorcycles, o que é bem legal, pois mostra a força do evento, que cresce a cada nova edição”, diz Laertes Torres Filho, colaborador da revista.

De acordo com o secretário de Turismo de Passos, Frank Freire, a cidade e os municípios ao redor agradecem. “O evento ajudou a movimentar serviços como ecoturismo, hotelaria e passeios em geral. Para o próximo ano, a expectativa é de atrair ainda mais visitantes para a nossa cidade”, diz Freire.

Movimentando a economia

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Fotos: Divulgação

Segundo o deputado federal Renato Andrade, o evento ajuda a fomentar a economia da cidade. “Vários turistas vieram de todos os cantos do Brasil para conhecer o evento. É muito gratificante ver que as pessoas consideram nossa região uma área aconchegante e própria para atender suas necessidades de lazer, cultura, gastronomia e afins”.

O presidente do Moto Clube Esquadrão-MG, Francisco Baltazar dos Reis, carinhosamente conhecido como “Chiquinho”, fala da emoção ao lembrar os primeiros passos do evento. “É com grande alegria que me recordo do início, quando não tínhamos tanta estrutura e. atualmente, somos um dos principais encontros de motociclistas do Brasil”, afirma Chiquinho.

Apoiadores da causa

– Agradecimento especial ao Governo de Minas Gerais

– Prefeitura Municipal de Passos

– Prefeito Renatinho Ourives

– Secretário de Planejamento Renato Mahallen

– Deputado Estadual Cássio Soares

– Secretário de Turismo Frank Freire

– Deputado Federal Renato Andrade

Dica de Hospedagem:

– San Diego Suítes Rio Grande Passos

Lelê Carioca

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Foto: Johanes Duarte

Uma Honda CBR 650F, um tatuador e a vontade imensa de ter algo único. Essa é a situação que deu nascimento à “Lelê”, nome dado à motocicleta depois de passar pelo processo de customização. Daniel Tucci Duncan, carioca de 44 anos, tatuador e proprietário do Estúdio King Seven, tinha um sonho de customizar sua máquina e transformá-la numa raridade. Para isso, ele contou com o apoio da Benta Handmade Machines, oficina que está no mercado desde 2013 e já assinou mais de 100 customizações. “Quando o Daniel soube que eu abri a Benta, logo nos mandou a moto e veio para São Paulo para conversarmos sobre o projeto. Ele sempre gostou de motocicletas e queria algo legal para passear com sua esposa pelas ruas do Rio de Janeiro. Pensando nisso, deixamos a parte traseira do banco um pouco mais alta, para proporcionar mais conforto à garupa”, conta Billy Pasqua, proprietário da oficina.

A motocicleta chegou à customizadora com 4.000 km rodados, ou seja, praticamente zerada. “A premissa para o início do processo foi tirar as carenagens e preservar a posição de pilotagem, tudo isso visando o conforto do condutor. O tanque teria que ser de um metal resistente à ferrugem. O alumínio que temos no Brasil não é de extrema qualidade e pode prejudicar a bomba elétrica, por isso, optamos por utilizar o aço inoxidável. Aliás, o tanque foi nosso maior desafio e um dos itens que o dono da moto mais deu importância à mudança. Mantivemos o DNA original para que a chave do contato fosse utilizada, também, no tanque. O trabalho foi bem complexo nessa área da máquina”, conta.

O painel foi mantido original, para que todos os comandos tivessem sua funcionalidade intacta. “Dificilmente você vai ver o marcador de combustível em motos customizadas, e na Lelê isso foi mantido. A autonomia também não foi alterada, e a motocicleta ficou praticamente com a mesma capacidade de abastecimento. Os cabos de freio foram feitos sob medida, todos em aço inox, para preservar esses itens. A rabeta tinha que ser o mais “clean” possível, então colocamos uma fita de LED, já com o pisca embutido. Embaixo da máquina foi inserida uma proteção, uma espécie de para-lama, para proteger toda essa região. Uma coisa que eu não faço é alterar os ângulos das motos, portanto, não mexo na suspensão traseira e dianteira, na balança e no berço do motor. Seja qual for a motocicleta, essa é uma regra que eu adoto em todos os meus trabalhos. Um projeto desses demora, em média, três meses para ficar pronto”, descreve Billy.

Chassi modificado

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Foto: Johanes Duarte

A parte traseira do chassi foi toda refeita, além de que a máquina ficou bem mais leve, pois muita coisa foi retirada. “Apesar das peças retiradas serem de plástico, eram muitos itens, como a carenagem completa, por exemplo. Porém, o peso não é uma preocupação nos meus projetos. O dono pediu para que não fizéssemos o remapeamento e não mexer em nada no motor, pois ele considera que o desempenho da máquina já está de bom tamanho. O escapamento não poderia ser barulhento, então tomamos esse cuidado para silenciar qualquer tipo de barulho anormal. Quando ele liga a moto, ela é quase imperceptível. Em baixas rotações, é uma motocicleta superdócil. Os freios, rodas e pneus foram mantidos originais, também. A preocupação do tatuador era um design diferente, esse era o mote principal”.

Criação da Benta

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Foto: Johanes Duarte

Em 2013, nasce a Benta Handmade Machines, oficina de customização situada no Morumbi, bairro nobre de São Paulo. “Comecei do zero. Achei o ponto, montei a oficina, contratei o pessoal e comecei a treiná-los. Aqui na Benta, não importa qual seja a moto, independente do ano ou cilindrada, é sempre um novo desafio. Isso me motiva muito e faz com que eu queira aprender cada vez mais. A possibilidade de estar sempre fazendo algo novo é bem contagiante. Já fizemos mais de 100 motos, sempre com o prazer de um iniciante”, diz Billy.

Paixão desde criança

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Foto: Johanes Duarte

Guilherme Pasqua, de 41 anos, carinhosamente conhecido como Billy, é o proprietário da Benta Handmade Machines. Ele conta que sua paixão por veículos e aventura está presente em sua vida desde criança. “Desde pequeno sempre gostei de assuntos que remetem à aventura, como carros, lanchas, barcos, além das motos, é claro. Me formei em desenho industrial e fui morar fora do país, para continuar os estudos dessa área por lá. Foram dois anos na Espanha e um em Portugal. Fiz vários cursos para ter uma noção de espaço dos objetos, o que me ajudou muito na carreira atual. Quando voltei ao Brasil, senti uma dificuldade muito grande para me inserir no mercado. Trabalhei com comunicação visual em agências de publicidade e não me encaixei. Em 2007, resolvi mudar minha vida. Fiz uma pós-graduação em administração de empresas e fui trabalhar em concessionárias de motos. Nessas lojas, eu ficava praticamente o dia todo dentro da oficina, onde desenvolvi um gosto maior por essa parte, e então passei a aprender sobre o tema.

Billy fala do início no cenário e afirma que aprendeu ‘na marra’ a arte de customizar. “No começo eu não sabia nada. Não sabia a diferença entra as chapas, não sabia soldar, não conhecia as ferramentas e materiais. Minha primeira moto customizada foi uma TDM 225. Vi-me com uma caixa de ferramentas básica e uma moto à minha frente. Tive que me virar para transformar a motocicleta e atender o pedido do cliente. Depois disso, não parei mais. Virei muitas noites estudando para chegar aonde estou hoje”.

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Todas as tribos!

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Fotos: Marcos Barros e Laertes Torrens Filho

O Brasília Capital Moto Week já faz parte do calendário motociclístico nacional. É um daqueles encontros que todos que vão, retornam, e os que ainda não foram, torcem para ter uma oportunidade de conhecer. E não só pelos seus números extraordinários: a XIV edição teve cerca de 680 mil visitantes, sendo o terceiro maior evento do mundo, o maior da América Latina, e incluiu um passeio com 40 mil motos. Aproximadamente 300 mil motociclistas passaram pelo acontecimento, que gerou 7 mil empregos diretos e indiretos. Em 10 dias de eventos contínuos, a economia da cidade movimentou cerca de R$ 55 milhões de reais.

Ao todo, foram 1.704 moto clubes e 209 expositores. Várias atrações foram oferecidas ao público, entre elas, as apresentações de 40 bandas, com destaque para Os Paralamas do Sucesso, Jota Quest, Camisa de Vênus e Blitz, que ajudaram a animar ainda mais a festa. A estrutura era impecável e contava com praça de alimentação, food park, açougue, mini mercado, restaurantes, bares temáticos, ilhas para venda de bebidas, estações de banheiros masculinos e femininos, chuveiros quentes, postos de primeiros- socorros, moto-resgates, heliponto, posto da Polícia Civil e da Polícia Militar, central de monitoramento CFTV, sala de imprensa, espaço Moto Kids, espaço Lady Bikers, globo da morte, bungee jump e muro de escalada. Clubes de renome nacional e internacional prestigiaram o evento, com suas tendas, festas, comidas e muita confraternização, tudo com muita organização e segurança.

Tecnologia de ponta

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Fotos: Marcos Barros e Laertes Torrens Filho

Neste ano houve uma inovação tecnológica: em vez do manuseio de dinheiro nas várias barracas de comidas e bebidas, o usuário recebia um cartão e nele colocava quanto queria de crédito, e podia usá-lo por todo o período. Também foram comercializados pacotes para quem não era motociclista e, mesmo assim, queria visitar o local.

Os motociclistas podiam entrar e sair a qualquer tempo sem nada pagar, desde que estivesse de motocicleta, é claro. Destacamos a presença de um dos maiores Moto Grupos do Brasil, o Carpe Dien Moto Turismo, que estava sob a batuta do seu diretor de Brasília, Busch II.

10 dias de animação

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Fotos: Marcos Barros e Laertes Torrens Filho

No último fim de semana do evento, integrantes de todo o Brasil se reuniam para confraternizar. Atualmente, o grupo conta com aproximadamente 2 mil associados, sendo que 200 estiveram presentes no Brasília Capital Moto Week. Motos e coletes do Pará a Curitiba entravam no clima de muita festa e alegria.

Um ambiente que teve bastante movimento foi a tenda Brasília Rock Saloon, que abria os trabalhos às 15h durante os dias de semana, e às 12h aos sábados e domingos, com encerramento às 3h. Havia um palco com decoração e iluminação diferenciada, que recebeu duas bandas por dia. Outro ponto que esteve sempre lotado foi o Moto Bar/Budweiser. O local era concentrado bem em frente à administração do evento e tinha 738 metros quadrados, espaço perfeito para degustar uma boa cerveja e bater papo com os amigos.

De acordo com Marco Portinho, um dos organizadores do evento, a meta era fazer uma festa grandiosa, e foi alcançada. “Estamos muito felizes com mais um ano de sucesso. Para receber a todos, uma verdadeira cidade foi montada. Em uma área de 220 mil m² dentro de 2.500 metros lineares de fechamento em placas cegas, com praça de alimentação, bares temáticos e atividades para as crianças. O evento é feito por motociclistas e para os motociclistas”, diz Portinho.